sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Anos 60/70 – O início do barulho agradável

Na década de 60 o Rock caminhava tranquilamente com The Rolling Stones, The Beatles, Animals e as diversas bandas de Rhythm & Blues que existiam na época, principalmente no território dos ingleses. Mas por volta de 1967 começava a surgir um novo jeito de se fazer Rock. Guitarras pesadas e um som agressivo eram as características principais desse furacão que estava chegando para ficar. Bandas como The Jimi Hendrix Experience, Jeff Beck Group e Blue Cheer apareceram com algo novo em suas musicas, algo que não era comum se escutar no som de bandas da época. Começava ai o que viria a ser chamado de Heavy Metal e Hard Rock. E não devemos deixar de citar também dois pesos pesados do território norte-americano que vieram pouco depois dessas bandas: o Bang e Sir Lord Baltimore.

Ao escutarmos músicas como Sun cycle, Just a little bit, Gypsy ball e a versão de Summertime Blues (Blue Cheer). E Foxey lady, Manic Depression (que foi regravada anos depois pelo guitarrista Yngwie Malmsteen) e Fire de The Jimi Hendrix Experience, percebemos a característica que passou a ser obrigatória para quem quisesse entrar na escola do Heavy Rock: o peso dos riffs de guitarra.

E para dar continuidade a esse maravilhoso projeto entra em cena um tal de Led Zeppelin, que se originou dos Yardbirds. No seu álbum de estreia em 1969, que é homônimo, a banda trouxe músicas para contribuir com o movimento que estava surgindo, como Good times bad times e Communication Breakdown.

Antes de continuarmos vale lembrar que em 1968 foi composta Born to be wild do Steppenwolf, e nela aparecia pela primeira vez em uma música o termo "Heavy Metal".

Mas o que o Steppenwolf e esse Heavy Metal tem a ver com o que estamos comentando? Simples! No final da década de 60 quatro jovens da cidade de Birmingham na Inglaterra resolveram se juntar, dois deles (Tony Iommi e Bill Ward) haviam tocado no Mythology em 1968. No ano seguinte Iommi e Ward juntos com Ozzy e Geezer Butler formaram nada mais nada menos que o Black Sabbath, e em 1970 saiu seu álbum de estréia intitulado com o nome da banda. Estava pronto e disponível para o mundo o Heavy Metal, gênero que afirmou ainda mais sua força com a New Wave of British Heavy Metal, movimento da década de 80 que consolidou de vez o poder deste novo gênero musical.

Apesar de muitos questionarem se Black Sabbath é Hard Rock ou Heavy Metal, o fato é que eles criaram algo de novo na música. E se criaram o Heavy Metal ou outra coisa, isso não importa, o importante é que com sua música sombria e pesada influenciaram várias bandas de Rock pesado que surgiram posteriormente, inclusive o estilo conhecido depois como Doom Metal.

Pronto! O barulho já estava feito, o barulho que agradou a muitos jovens da época e que continua contemplando jovens e velhos atualmente. Agora esperamos que esse som permaneça por um longo tempo e que não seja corrompido pela mídia e pela atual indústria da música, que está cada vez mais atrás de dinheiro ao invés de verdadeiros talentos musicais.

Felipe Ferraz

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre a Vida

Eu argumento que, sim, nossas criações sociais têm vontades próprias, mas estão delimitadas pela vontade do homem; assim como a vontade do homem está delimitada pela vontade da natureza essa que, por sua vez, se encontra delimitada pela vontade do cosmo que, logicamente, é tudo aquilo que engloba o meio. E esse meio está delimitado pelo intangível, aquilo que se encontra em exterior ao meio. O meio é o campo das manifestações que são possíveis antes do inicio. No caso do ser humano, surgiu em manifestação dentro das possibilidades que existia na não-existência. Surge assim a vida; e quanta diversidade há na vida. As cadeiras são vida, as rochas são vidas, a escova é vida, a água é vida e todo elemento cosmológico está essencialmente vivendo no meio. Mas é nos “seres animados” que se encontra o mais forte poder que a vontade da vida pode manifestar, e interferir, no meio.

Ora essa, há; “gozar” a vida é garantia de felicidade. Esperar da vida é jogar sua vontade na roda da fortuna, roda essa girada pelo que há de exterior ao homem, claro que digo da natureza, tanto da natureza virgem quanto a natureza modificada pela humanidade. Usar da vontade é usar a vida como instrumento de poder, as criações humanas também fazem parte do meio (existencial) e interferem em tal. O homem por sua vez está entre os poucos elementos do meio que possui vontades conscientes, formuladas por um processo de significações simbólicas, criando determinismos que outros elementos do meio não conseguem competir. O que tem mais poder? A vontade consciente do homem ou a vontade instintiva do cachorro? A resposta é extremamente visível.

Não é raro que os otimistas conseguem trazer para a existência manifestações que até então se encontravam apenas em seus desejos. Os otimistas valorizam a vida e esta deve ser valorizada para que se possa ter algum retorno de sua parte; a vida é obra do intangível e, ressaltando novamente, manifestação de sua vontade. O homem fica em um complexo materializado à mercê de sua própria vontade. Alcançar as metas que traçamos é simplesmente resultado do nosso desejo de poder; e é razoável admitir que esse desejo de poder sejas só beneficiário ao homem se esse tiver essencialmente um desejo de viver concomitantemente envolvido; assim podemos visualizar o que pode existir de desejos na vontade humana.

Quando digo “Seres Animados” me refiro à singular e surpreendente força de vida que existe no reino animal.

Harry

Triste realidade da música brasileira nos dias atuais

A indústria musical hoje no Brasil busca novidades que agradam ao ouvido da população e da mídia em geral. Mas o que leva a uma grave preocupação é que a boa música de algumas décadas atrás foi praticamente esquecida pelas gravadoras e trocada por produções de baixa qualidade musical, que facilmente agrada os ouvintes atualmente.

Composições vazias e sem conteúdo relevante é o que gera lucro para os empresários da música, logo o espaço que poderia ser divulgado novos talentos e relembrado grandes clássicos são exclusivos de artistas com qualidade musical totalmente limitada. Isso sem levar em consideração também o fato de que, músicos que possuem obras superiores tecnicamente, ou em qualquer outra questão, ficam sem espaço na grande mídia. Estes acabam restritos aos fãs mais fieis e a alguns ouvintes que buscam obras bem produzidas, os quais são, obviamente, mais sensatos que os adoradores do baixo nível.

Se for preciso citar alguns gêneros que entopem as rádios e emissoras de TV com lixos industriais, com certeza o faremos. Qualquer pessoa que consiga compreender algo totalmente básico em uma obra artística e não a aprecie apenas superficialmente, logo perceberá que o Funk brasileiro, o chamado Sertanejo Universitário, entre outros, espalham músicas sem nenhum conteúdo relevante. Porém o que acontece? A grande massa gera lucro para estilos como estes, deixando grandes composições de MPB e do velho Rock Nacional, principalmente da década de 70 e 80, cada vez mais esquecidos e menos valorizados.


Artistas que produzem “enlatados”, ou seja, obras que já vêm prontas e são fáceis de engolir, ganham inúmeros prêmios, como de melhor banda, melhor música, melhor cantor etc. E os dinossauros da música brasileira estão sendo fortemente abandonados por grande parte do público e pela mídia.

É necessário ressaltar também que o capitalismo além de matar muitas pessoas, está matando e quer enterrar, sem piedade, a boa música. Esta afirmação existe baseada principalmente em uma concepção, um dos fatores primordiais deste sistema, o dinheiro. Atualmente as gravadoras se preocupam essencialmente com o lucro, ao invés da qualidade das obras. Esta triste realidade acaba fazendo com que os artistas fiquem sem opções de escolha, em outras palavras, ou você aceita que o mais importante na música hoje é o lucro, ou contente-se com a cena underground.


Uma importante banda brasileira da década de 80, a Plebe Rude, já alertou o público sobre este perigo, na música Minha Renda, lançada no primeiro álbum da banda, O Concreto já Rachou, em 1985.

Composição: Philippe Seabra

Minha renda

Você me prometeu um apartamento em Ipanema
Iate
em Botafogo, se eu entrasse no esquema
contrato milionário, grana, fama e mulheres
a música não importa, o importante é a renda!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Tenho que fazer sucesso antes que seja tarde
Eles acham que eu vendo, eu tenho uma boa imagem
o meu produtor, ele gosta de mim
grana vale mais que a minha dignidade
Tocar no Chacrinha ou na televisão
tudo isso ajuda pra minha divulgação
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!
Você me comprou, pôs meu talento a venda
você me ensinou que o importante é a renda
contrato milionário, grana, fama e mulheres
a música não importa, o importante é a renda!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Ele trocam minhas letras, mudam a harmonia
no compacto esta escrito que a música é minha
ja sei o que vou fazer pra ganhar muita grana
vou mudar meu nome para Herbert Vianna
Estar no Chacrinha ou na televisão
tudo isso ajuda pra minha divulgação
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!
Grana, fama e você!
Um lá menor aqui, um coralzinho de fundo (fundo!)
minha letra é muito forte? Se quiser eu a mudo
e tem que ter refrão (sim!) um refrão repetido (repetido!)
pra música vender, tem que ser acessível!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Não sei o que fazer, grana tá difícil
tenho que me formar e nem escolhi um ofício
Você é músico, não é revolucionário!
Faça o que eu te digo que te faço milionário!
Estar no Chacrinha ou na televisão (a minha renda)
tudo isso ajuda pra minha divulgação (a minha renda)
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!

A minha renda!

Felipe Ferraz

O inimigo mora ao lado

Os Estados Unidos não desistem de sua política imperialista. Com a velha desculpa de combater o narcotráfico instalaram bases militares na Colômbia, deixando as relações entre a Venezuela e o país do então presidente Álvaro Uribe cada vez mais tensas. A prova disso é que Hugo Chavez congelou suas relações diplomáticas com a Colômbia na época do início do acontecimento.

A grande mídia brasileira divulga este fato como algo necessário, escondendo da população que os imperialistas querem apenas controlar a região e que estão com pontos estratégicos para monitorar zonas de petróleo, especialmente da Venezuela. E quando Hugo Chavez e Fidel Castro tentam alertar o povo contra os americanos, são chamados de ditadores e que desejam guerra. Mas na verdade as bases militares fizeram com que Chavez se defendesse, gastando em armamentos enquanto poderia investir ainda mais em educação e saúde em seu país. Esta é apenas uma das demonstrações de que os EUA impedem o desenvolvimento de países mais pobres. Até mesmo o presidente Lula não estava contente com este fato quando se iniciou.

Não podemos esquecer também quando a revolução cubana se tornou vitoriosa em 1959. Naquele calor da Guerra Fria o primo rico da América logo passou a visar as reformas implantadas por Fidel. Foi falado em reforma agrária, estatizações e o Estado cubano foi declarado marxista-leninista por volta de 1961 e, é claro, desagradava a conservadora Doutrina de Segurança Nacional. Houve, então, tentativas de invasão por parte dos americanos, mas Cuba resistiu. Não conseguindo derrubar o novo Estado aliado da União Soviética os EUA cortaram os laços diplomáticos com Cuba. Esta atitude medíocre prova também que desde este período nossos vizinhos ricos têm um motivo para “cuidar” do restante do mundo, “combater o terrorismo”, etc., ou seja, os motivos são simplesmente derrubar qualquer possível inimigo que venha por em risco a ordem do sistema capitalista.

O mundo está cansado de conflitos. Os americanos poderiam deixar de ser tão gananciosos, com tanta riqueza que já possuem, ainda querem mais, querem petróleo e também controlar outras regiões apenas para garantir seus interesses. Se quisessem realmente combater o narcotráfico, que é o que justificam na Colômbia, por exemplo, deveriam começar pelo Afeganistão, país por eles ocupado e grande exportador de heroína. Isso nos prova, portanto, que todos nós, assim como os países da América Latina, devemos ficar atentos para o inimigo maior que existe aqui tão próximo de nós e não simplesmente acreditar que são os “terroristas” do Oriente Médio que são os verdadeiros inimigos, pois isso não passa de estratégia ideológica para que os EUA garantam sua dominação sobre outros países.

Felipe Ferraz

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Sucesso dos Hipócritas

Segundo o bom e velho dicionário, Hipocrisia é "Agir de maneira diferente daquilo que se prega ou crê".

Nada é mais primordial para o 'sucesso' que a hipocrisia. Uma pessoa só é capaz de obter poder, status e todos os outros acessórios de ostentação sexual através de uma densa e elaborada rede de hipocrisia.
Tentando colocar de lado a nossa própria hipocrisia, que nos protege como um manto de doce e confortável ignorância quanto a nossa realidade, e observando com um mínimo de noção de nós mesmos, podemos constatar facilmente que as mais complexas empreitadas humanas ou do 'acontecer humano' como diz nosso grande mestre Rubens, não se desenvolvem sem uma vasta, organizada e sistemática prática de hipocrisia generalizada.
Ninguém obtém sucesso numa tentativa de seduzir uma parceira (ou parceiro) sendo sincero(a). Precisamos de dissimulação. Precisamos de roupas que nos dêem características que não temos. Precisamos de um salto alto que minta nossa altura, precisamos de um carro fálico que minta sobre nossa virilidade, precisamos de maquiagem para disfarçar os buracos em nossa pele. Precisamos mentir, precisamos muito.
Isso não é diferente no comportamento em larga escala. Não se constituem impérios com 'honestidade'. Esses valores pedestres de certo e errado, moral e imoral são para nós, pobres blogueiros de interior, historiadores de fim de semana, pseudo-intelectuais míopes e completamente inúteis num plano maior. Para aquele que precisa angariar (ou manter) poder, nada se compara a uma boa mentira, uma daquelas que iluda deliciosamente a todos que a ouvem, porque, como diria Chaplin, "a realidade é tão maçante".
A hipocrisia é uma arma e um escudo, poderosamente eficaz. Iludir o outro é extremamente importante para manutenção da "ordem social", sem que essa capacidade humana de relevar o absurdo esteja ligada, jamais seríamos capazes de suportar o impensável da opressão, da desigualdade, do morticínio, e todas estas outras consequencias inevitáveis da vida em sociedade.
Aquele que tenta fugir da hipocrisia só se torna um ser isolado, uma pessoa na qual as outras apontam com desdém e risos. Ter uma personalidade é um crime capital na vida em sociedade. Não. A sociedade não precisa de pessoas, a sociedade precisa de mais um no rebanho. Não ser hipócrita é morrer de fome. É não ter um emprego (porque seu chefe é um desgraçado capitalista), é não votar, é não comer carne ou qualquer outro produto de origem animal, é, enfim, ser um hermitão miserável.
Ser hipócrita é ter um grande aliado em si mesmo, e justamente a mais importante forma de hipocrisia é aquela em que nos permite olhar no espelho e respirarmos fundo, nos deixa pensar que "fazemos a nossa parte", seja por uma ideologia, por uma nação, por uma corporação ou por um deus. Qualquer mentira serve, contanto que nos faça não pensar na nossa própria realidade, qualquer mentira que nos permita crer que somos parte de algo maior.

Silvio Victor Campos

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Por uma Academia menos ideológica

Em um desses diálogos sempre produtivos com o professor Rubens, fui chamado de “fatalista”.
Nosso valioso e esquerdista colega, Felipe, me chamou de pessimista, num determinado comentário em um post anterior.
Talvez eu seja ambos, o ponto de vista de cada um e sua história pessoal molda os conceitos e, neste caso, os preconceitos, mas eu de forma alguma me considero qualquer uma das duas coisas.
Em uma conversa animada eu critiquei o conceito de ‘ideologia’, dizendo algo como “Não acredite em ideologias, são tudo mentira”, como eu costumo dizer, ou algo do gênero.

Pois bem... Ideologias são só isso. Um conceito. Um ente platônico que não encontra uma contrapartida no mundo real, tal qual a moral, estética, justiça, democracia, socialismo, liberdade, coelho da páscoa, papai Noel, Deus e assim por diante.
Procure na natureza e me diga onde estão estes conceitos.
O tigre é mal porque mata por esporte? Ou o gato que tortura insetos até a morte por diversão?
Onde estão estes conceitos fora de nossa mente? Onde estão senão na nossa imaginação... A democracia é vizinha do Gargamel... O socialismo é irmão do Zé Colméia.

Então o que existe?
Novamente observemos a natureza, que nos criou, e da qual fazemos parte.
Quais são os motores da existência de todos os animais? Porque nós seríamos diferentes de uma lesma ou uma Gazela? Será que os humanos ainda são tão vaidosos ao ponto de não observar que somos 98,5% chimpanzé?

Sobrevivência e Perpetuação da Espécie. Tudo mais é mentira.

domingo, 15 de agosto de 2010

Muito além do Cidadão Kane

Devido a um post anterior aqui no blog, interessei-me por aprofundar o assunto referente a "industria cultural" existente no país. Foi produzido um documentário pela BBC Inglesa no final dos anos 80 trazendo uma análise dos meios de comunicação brasileiros no momento, este documentário, com título que exponho neste post foi banido do Brasil naquela época, quando os governos de Direita ainda eram fortes, apoiados e alicerçados pela mídia de massa nacional, da qual a Rede Globo era e ainda é o carro chefe.
"Cidadão Kane" é um filme americano dos anos 40 que demonstra a vida de um magnata das comunicações, provavelmente inspirado na vida de William Randolph Hearst, que manipulava a opinião publica da população em torno de seus interesses. O documentário em pauta usa o filme como referência, mas demonstra o quanto o poder de Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo angariou ainda mais porder que o personagem do filme em questão, tornando-se um verdadeiro quarto poder no país durante décadas, ainda exercendo imensa influência sobre a massa.
O documentário, disponível facilmente graças a unica liberdade real existente na terra, a internet.
Posto os links, lamento desde já a baixa qualidade dos videos.

Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=JA9bPyd1RKQ
Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=m0m1rmi-Ooc&feature=related

Silvio Victor Campos


sábado, 14 de agosto de 2010

Coisas que não vemos na Globo

FARC alimentam discurso de Uribe

A oposição conservadora volta a brandir o espectro da guerrilha colombiana contra o PT e sua candidata presidencial. A tentativa, recorrente, é transformar em fardo eleitoral eventuais relações da esquerda brasileira com a insurgência no país vizinho. O palavrório acabou amplificado pelo ex-governador José Serra, na paralela dos ataques furibundos de Álvaro Uribe contra a Venezuela de Chávez.

Afinal, o discurso contra as FARC aparece, nos mais distintos cenários, como peça de resistência dos grupos de direita, em seu propósito de atribuir à esquerda uma lógica antidemocrática. Ainda que esse recurso propagandístico reflita décadas de orquestrada desinformação, não é possível silêncio sobre a organização armada ter-se convertido em cúmplice objetiva do uribismo e seus sócios continentais.

A estratégia do presidente colombiano apoia-se em pretexto indispensável: a existência de grupo violento, supostamente vinculado ao narcotráfico, só poderia ser combatida pelo recrudescimento da violência de Estado. Esse motivo, turbinado pela mistificação, também serve na costura de consenso para a quebra de soberania implícita no Plano Colômbia e na implantação de bases militares norte-americanas.

Não há novidade na conduta. A história das ditaduras revela em abundância a utilização dessa pegada. Só foi possível às forças de esquerda sair de tal armadilha, entretanto, quando deram vida a projetos capazes de conquistar apoio popular e apresentar viabilidade como alternativa de poder. As FARC estão longe de encarnar essa perspectiva. Tratam-se, atualmente, de agrupamento condenado ao isolamento político e ao declínio militar.

Também a FLN vietnamita e o cubano M26, para ficarmos em dois exemplos notórios, foram tratados, em seu tempo, como as mais abomináveis quadrilhas de terroristas e bandoleiros. A diferença central é que possuíam força propulsora: expressavam amplamente a vontade social de seus países. A guerrilha colombiana, estrategicamente derrotada, gira sobre si mesma e suas necessidades de sobrevivência.

As FARC, fundadas em 1964, não inventaram a violência. Representaram, ao nascer, resposta legítima dos movimentos camponeses contra a feroz repressão oligárquica, que associava os interesses latifundiários e as primeiras operações dos monopólios da cocaína. Durante décadas enfrentaram a aliança entre o Estado e grupos paramilitares financiados pelo narcotráfico. A organização insurgente, nesse período, tornou-se protagonista da vida política.

O colapso da União Soviética ao final dos anos 80, no entanto, criou um novo equilíbrio de forças, desfavorável às formações guerrilheiras. A maioria delas – como a Frente Farabundo Marti, em El Salvador, e mesmo outros grupos colombianos – se decidiu por abandonar armas e se converter em partidos políticos. As FARC seguiram pela via militar até exaurirem energias políticas e conexões populares.

Com razões de sobra, os chefes da guerrilha alegam desconfiança na disposição da direita colombiana em buscar acordo de paz e reinserção. Na principal tentativa realizada, em 1985, milhares de combatentes desarmados, inscritos na União Patriótica, foram massacrados pelos paramilitares. Mas o fato é que, com ou sem desconfiança, não parecem restar opções às FARC além de uma saída negociada ou a agonia final.

Sua insistência na orientação beligerante, no entanto, revela-se útil à política de Álvaro Uribe. A guerrilha, mesmo desidratada, serve como espantalho contra o desenvolvimento de qualquer solução mais progressista. Além da serventia na frente interna, a especulação sobre os vínculos da esquerda de outros países com o grupo rebelde constitui importante plataforma para a intervenção política e bélica dos Estados Unidos no continente.

Apenas as próprias FARC podem mudar essa situação de forma positiva à esquerda, adotando um compromisso inequívoco com a pacificação e aceitando salva-guardas que hoje podem ser oferecidas pelos governos democráticos da região. A libertação incondicional de reféns, a declaração unilateral de cessar-fogo e a solicitação de mediação internacional para a paz talvez fossem um bom começo.

Passos dessa natureza poderiam, de toda forma, romper a coluna vertebral do discurso uribista e neutralizar uma das principais variáveis da política de Washington para recuperar o espaço perdido na América do Sul.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/opiniao_ver.php?idConteudo=1195&__akacao=293599&__akcnt=562c1cf9&__akvkey=91dc&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim+Opera+233

O que distancia o eleitor da política?


Em tempo de eleições uma dúvida muito pertinente surge em nossos pensamentos: porque grande parte dos brasileiros não gostam ou se mostram intolerantes quando o assunto é política? O discurso popular demonstra sempre um certo desprezo e falta de interesse por este tema, recebendo grande apoio da mídia e até, de certa forma, das instituições de ensino.


Há uma determinada frase que afirma que “a desgraça dos que não se interessam por política é serem governados pelos que se interessam”. Em nosso país esta afirmação cabe perfeitamente. A corrupção e todos os males da política nada mais são do que frutos do desinteresse dos brasileiros em relação a este assunto. O que fazem é simplesmente dar continuidade àquelas velhas frases populares: “todo político é ladrão”; “voto no que roubar menos”, etc. Não é preciso dizer que são afirmações sem fundamentos e medíocres, diante do enorme e bem diversificado país em que vivemos e, por isso, país que merece ser bem administrado. Essa antiga política do “deixa pra lá” já prejudicou e muito a educação no Brasil, pois em um regime democrático se a população não mostrar seus desejos e interesses, os governantes conduzirão o país de acordo com seus próprios anseios, e não segundo a vontade da maioria. Que Democracia é essa então? Citei a educação pois acredito que seja o grande motor de desenvolvimento de qualquer nação e também por ser esse o principal fator que aproxima o eleitor da política. Por isso, é nas escolas que deveria iniciar a consciência política dos brasileiros, mas infelizmente essas instituições não fazem sua parte. Disciplinas como Filosofia, Sociologia, História e Geopolítica, que tratam do assunto, são de curta carga horária nas escolas. E se prestarmos um pouco de atenção podemos até dizer que tal fator não passa de uma estratégia da elite dominante brasileira, estando no Congresso ou não, de facilitar seu controle sobre a sociedade, pois se o cidadão não gosta de política, logo ele não incomoda e não apresenta nenhuma ameaça à “ordem” estabelecida.


Outro importante meio de desqualificação da política é a grande mídia. Esta exerce grande influência na formação do pensamento do brasileiro e ajuda à população formar conceitos sobre os mais variados assuntos. Os programas humorísticos são as principais armas que ridicularizam tanto a política como os próprios políticos. Fazem piadas e satirizam candidatos e parlamentares transmitindo a imagem da política como algo banal e sem importância. Já em época de eleições a mídia (em especial a televisão) tenta se redimir dizendo para o eleitor “votar consciente”, “pesquisar o passado e as propostas dos candidatos”. Votar consciente em quem? No político que eles transformaram em palhaço? Pesquisar o passado e as propostas de quem já foi ridicularizado por eles? Infelizmente como grande parte de nossa população não possui boa formação escolar para gerar senso crítico, não percebe a falta de respeito que há com o próprio brasileiro. Pois, agindo desta forma, a grande mídia subestima a capacidade intelectual dos cidadãos e faz com que nos tornamos, cada vez mais, simples marionetes da elite brasileira. Isso por que passam quatro anos nos afastando da política e apenas alguns meses tentando nos aproximar dela.


O que fazer então para mudar essa visão negativa sobre política e despertar mais o interesse da população sobre o tema? Várias medidas podem ser tomadas, é claro que todas a longo prazo. Mas, como já afirmei, creio que nenhuma será tão eficaz do que se começarmos a pensar nisso a partir das escolas. E esta luta deve ser iniciada pelos próprios profissionais da educação, não esperando propostas do Estado, pois o que este deseja é continuar mantendo o controle sobre a sociedade e favorecendo uma classe em detrimento de outra.


Felipe Ferraz

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A arquitetura megalítica de Tiahuanacu


Em meio ao altiplano boliviano existem ruínas de diversas camadas civilizatórias que se estabeleceram ao longo dos milênios de ocupação humana neste continente, distante do mais glamuroso sítio arqueológico da América do Sul, Machu Picchu, apenas algumas horas de viagem, tem uma arquitetura intrigante.

Acredita-se serem restos de uma civilização que precedeu aos Incas, possivelmente seus antepassados, mas que abandonaram aquele local por razões que não podemos identificar. O nome, Tiahuanaco significa "pedra do meio", por haver uma crença entre os habitantes locais no tempo da invasão espanhola de aquele local ser o centro da terra. Tal noção é bastante comum entre povos em estágios líticos, sendo observável em diversas partes do mundo. De qualquer maneira, no século XVI este local já havia sido abandonado há muito tempo.

Saques e falta de senso histórico causaram diversos danos ao local, mas os alicerces de prédios publicos ainda permanecem, alguns demonstram extradordinária capacidade geométrica e de trabalho em pedra, apresentando cortes retos com uma precisão impressionante. Vale ressaltar que os construtores destes monumentos utilizavam-se apenas de pedras para a sua construção.

O portal, peça mais memorável do monumento está rigidamente alinhada com o nascer do sol no solstício de verão (dia mais longo do ano), uma visão magnífica da precisão e meticulosidade destres construtores da idade da pedra. Seja pela proximidade, seja pela qualidade do trabalho, creio valer a pena conferir e estudar o sítio.

Silvio Victor Campos

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O problema da Moral

Existe um fator social poderoso que permeia a cultura, os costumes e a lei de cada povo. É tão sólido que se torna um tema difícil de lidar, porque nos influencia profundamente, e são raros os que conseguem olhar além deste tema, para analisar qualquer fato ou fenomeno de suas vidas. A moral.

Desde a Grécia Clássica encontramos discussões acirradas sobre o assunto, mas o tema é certamente muito mais antigo, pelo contato dos antropólogos com povos silvícolas ainda resistentes no mundo identificamos que este fenomeno está presente desde nosso estágio de nomades da raça humana, variando de povo em povo, anda de mãos dadas com a religião e a tradição de cada cultura.

Mas o que é a Moral? Ao meu ver é um sistema cultural que valora determinados comportamentos e conceitos sociais que geralmente estão de acordo com a solidez necessária a se manter a estrutura de poder de uma sociedade. Nós podemos encontrar diversos autores trabalhando sobre o assunto, desde Aristóteles até Nietszche, este ultimo, dedicou boa parte de sua vida a debater este tema, que ele tão veementemente atacava, considerava a moral cristã o maior dos males da humanidade.

Acreditar em qualquer sistema de moral é antes de tudo se opor à ciência. A ideia de moral implica uma diferença, uma separação do homem em relação a natureza., como um ser "superior" ele deve indulgir comportamentos que são "diferenciados". Darwin, a genética e qualquer pensamento racional torna facilmente observável que a moral é, como a maior parte dos conceitos que a raça humana usa para moldar suas vidas, apenas um fator cultural.

Cada grupo social cria sua moral à medida em que as tradições vão se firmando, a estrutura social de cada povo explica sua moral. A moral é, acima de tudo uma arma.

Não creio ser proveitoso discutir se isso é "bom" ou "ruim", seria uma discussão moral acerca do próprio tema, e qualquer discussão moral é, acima de tudo, perda de tempo. Assim como a maior parte dos anseios do homem, a moral simplesmente é, devemos compreender a maneira com que ela é utilizada para sermos capazes de identificar quando nos escravizam com ela, o mais é puro sonho.

Enquanto o homem não perceber que "certo" e "errado" são só conceitos, ele vai continuar prisioneiro de si mesmo, mas isso também é algo natural, num rebanho sempre haverá governantes e governados.

Silvio Victor Campos

sábado, 24 de julho de 2010

A Arte de Sun Tzu

Existe uma obra sobre pensamento estratégico que atravessou milênios e continentes e continua sendo referência para qualquer situação na qual conflitos de interesses estão presentes. Esta obra, inicialmente projetada para guerra, carrega em seu escopo uma estruturação que permanece eficiente a despeito dos vinte e cinco séculos que nos separam do autor, A Arte da Guerra de Sun Tzu.

No Século VI a.C., no território onde é a atual China, existiam diversos reinos em constante estado de conflito. Este período é conhecido pela Historiografia como "Período Primavera/Outono" na qual os pequenos senhores feudais lutavam entre si por mais território e recursos. Esse ambiente altamente competitivo gerou intensa profissionalização das forças militares, criando uma competente casta militar nascida do pragmatismo inevitável daqueles que lidam com a morte diariamente.

Neste ambiente cresceu SunZi. (Sun Tzu, a versão ocidentalizada do nome), progrediu dentro das fileiras de um exercito feudal até se tornar um general de prestígio. Durante décadas aperfeiçoou suas tecnicas até que atingiram o estágio final em que foram publicadas.

No Brasil possuímos diversas editoras que traduziram o trabalho do antigo general. As mais vendidas são as Martin Claret, com sua popular tradução de bolso, uma versão bastante adaptada para o publico nacional e financeiramente acessível, da Martins Fontes temos a mais completa e diversificada, embora com um custo mais elevado. A editora Conrad possui uma versão enxuta, com uma tradução direta do chines, com um dicionário e o original em Kanji, texto integral.

É uma obra extradordinária, foi base dos trabalhos de Napoleão Bonaparte e Irwin Rommel, (o famoso rato do deserto), mais recentemente empresas passaram a realizar cursos na área e referências ao trabalho vieram a fazer parte do currículo acadêmico de cursos voltados para o ramo empresarial.

Seus conceitos são universais, é um trabalho amoral, desprovido de ideais éticos e culturais, ele trata pragmaticamente sobre a vitória, e obtenção desta com o mínimo de despesas possíveis, eficiência máxima, esta é a premissa de Sunzi.

É um trabalho essencial para todo Historiador, seja pela influência do texto, seja pela atualidade do tema.

Silvio Victor Campos

terça-feira, 20 de julho de 2010

Uma grande alternativa para Presidente da República

Lançamento da candidatura do PCB à Presidência da República em Santa Catarina

No dia 09 de julho de 2010, Ivan Pinheiro - Secretário Geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e candidato à Presidência da República - esteve em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, para o lançamento da candidatura. O ato foi realizado no Hotel Lumar, no centro da capital, com a presença de amigos e militantes do PCB e da UJC, entre eles o professor de economia aposentado da UFSC Idaleto Malvezzi Aued.

No dia 11 de julho, foi realizado o lançamento no interior de Santa Catarina, na cidade de Criciúma, região sul do Estado. Em Criciúma, estiveram presentes também o Candidato a Governador do Estado, Amadeu Hercílio da Luz, Valdelir Luiz, candidata a Vice e Rodrigo Lima, candidato a Deputado Federal, todos militantes do PCB.

Amadeu Luz é um símbolo do PCB, dedicou a vida toda à militância comunista no PCB, foi preso e torturado pela ditadura empresarial-militar. Dezenas de militantes e amigos do Partido e da Juventude Comunista receberam calorosamente a visita, sendo o lançamento seguido de um típico churrasco sulino. A imprensa local realizou a cobertura do lançamento.

Ivan Pinheiro apresentou o programa do Partido para as eleições de 2010 e a necessidade de unificação da esquerda numa frente Anticapitalista e Antimperialista permanente para além das eleições, acentuando que a fragmentação de esquerda em 4 candidaturas (PCB, PSOL, PSTU e PCO), apesar de todo o esforço do Partido para construir uma candidatura única, não deve impedir que se construa nesta eleição uma única campanha política, em torno de propostas consensuais.

Fonte:http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1810:lancamento-da-candidatura-do-pcb-a-presidencia-da-republica-em-santa-catarina&catid=73:eleicoes-2010

Rock in Rio voltará para o Brasil em 2011

Depois de quatro edições em Portugal e duas na Espanha, o Rock in Rio finalmente voltará a ser no Brasil. Segundo o site da revista Veja, a prefeitura do Rio de Janeiro e o empresário Roberto Medina já acertaram a data: setembro de 2011.

Os shows devem acontecer no bairro de Jacarepaguá, zona oeste da capital fluminense, em um parque permanente, que será usado para outros eventos futuros. A ideia é evitar o que aconteceu com a Cidade do Rock, que sediou o Rock in Rio anteriormente e se encontra abandonada.

A última versão do festival no Rio de Janeiro aconteceu em 2001.

Fonte: http://www.omelete.com.br/musica/rock-rio-voltara-para-o-brasil-em-2011/

Patrimônio Histórico de Mato Grosso: Antiga senzala na fazenda Jacobina

domingo, 18 de julho de 2010

Uma mudança de poder no mundo.

As duas grandes guerras do século XX foram a maior disputa de poder da História da humanidade. O primeiro conflito nasceu de um ímpeto colonialista, mas nos anos de intervalo em que as grandes potencias européias respiraram para lutar novamente os paradigmas socio-econômicos do mundo mudaram sutilmente, caminhando na direção da futura globalização. Assim as potencias lutaram novamente, e graças a força bruta, como no caso da União Soviética, ou a astúcia, como os EUA, emergiram ambas as grandes potencias do século passado.
O tempo passou e a União Soviética se exauriu, parecia que os EUA seriam a potencia definitiva mas os paradigmas do mundo começaram a mudar novamente. A Europa se uniu, e surgiu um novo fator, a China.
Os paradigmas de poder estão em movimento novamente, o mundo bipolar do século XX se encaminha para um novo sistema, uma multipolarização. Liderados pelo poderio economico da hiper-massificação chinesa, potencias médias como India, Russia e Brasil, nessa ordem, caminham para ocupar postos chave na economia mundial.
A mão de obra barata, os mercados consumidores ainda por descobrir e as potencialidades e recursos pouco explorados ao longo dos ultimos séculos colocam estes países em condições de competir e até suplantar o gigante norte-americano.
Temos de estar atentos a isto, esta mudança de poder em direção do oriente é inevitável. A China e a India possuem praticamente metade da população da humanidade, se considerarmos essa lógica só é óbvio que eles dominem o mundo.
O Brasil tem uma oportunidade de ouro para enriquecer às custas desse gigantismo populacional. As vastas reservas recursais e as terras mal exploradas pela pecuária extensiva de corte, o potencial energético e a posição estratégica na America do Sul, temos tudo para nos beneficiar desta mudança de poder. Essa imensa massa populacional vai precisar de bens de consumo, é aí que entra uma administração economica inteligente, nesse ponto chave está uma oportudidade.
Existem perigos nesta transição, e haverão crises à medida em que o poder migrar seguindo o Capital.
Devemos superar essas noções artificiais de nacionalidade e apegos ideologicos pouco eficientes, o Capitalismo de massa venceu, e a massificação é o caminho do Capitalismo globalizado.
Nós podemos ser pobres e cheios de ideais ou enriquecermos com a exploração do Capital e de nossas potencialidades.

Silvio Victor L. Campos

sábado, 17 de julho de 2010

Polícia: Segurança que impõe o medo

A Polícia no Brasil tem como objetivo proteger o cidadão contra qualquer tipo de crime ou atividade que venha a prejudica-lo. Ou seja, deve fazer com que o brasileiro possa caminhar sem medo nas ruas e ainda se sentir protegido, pelo menos era o que deveria proporcionar ao cidadão. Mas será que na prática isso acontece?


Desde muitos anos a Polícia é o órgão que reprime as manifestações populares com a velha desculpa de manter a paz e a ordem. Há um tempo atrás tivemos a oportunidade de assistir nos telejornais como que a nossa polícia atua contra o povo e defende os governantes que agem na corrupção. Após o escândalo do Mensalão do Democratas, vários estudantes e representantes de partidos de oposição foram protestar contra a falta de respeito que aconteceu em Brasília. Porém, infelizmente houve um grupo de pessoas, os mesmos que trabalham para garantir a segurança do povo, que não deixaram a manifestação ocorrer. Ao invés dos envolvidos no mensalão irem presos, quem saiu na pior foram os manifestantes. Alguns foram presos, outros saíram machucados. A Polícia não perdoou nem quando mostraram flores a eles, que é um gesto contra a violência, jogaram spray de pimenta e agiram com brutalidade. Até parece que os manifestantes estavam praticando algum crime.

Os policiais obviamente devem pensar que, por ocuparem este cargo, carregarem uma arma e usarem uma farda, podem agir com falta de respeito contra o povo.

A Constituição brasileira garante que a Segurança Pública é dever do Estado. Portanto é necessário que o Poder Público faça algo para conter a fúria desses policiais, que se sentem no direito de espancar, torturar e humilhar os membros da classe menos favorecida e apoiar a classe dominante. Não é por acaso que vários artistas brasileiros já manifestaram sua indignação, exemplos: Titãs com a música Polícia; Plebe Rude com Proteção; Capital Inicial, Veraneio Vascaína, etc.

Felipe Ferraz

Liberdade de expressão

A repressão contra a Marcha da Maconha no Brasil vem provando que, cada vez mais, o que está escrito na Constituição e tem como finalidade beneficiar a população brasileira, é apenas uma forma de iludir a classe oprimida. A grande elite conservadora do Brasil é quem dita as regras, eles falam, o povo tem que se calar, a população se manifesta, eles logo calam a voz dos brasileiros.


No artigo 5º da Constituição está garantida a liberdade de expressão, por meio de “atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença”, e ainda, “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Será que realmente temos este direito? Pelo que as autoridades brasileiras demonstram nas práticas de repressão aos movimentos sociais como a Marcha da Maconha, este texto deveria ser modificado para a seguinte forma: “é livre a manifestação do pensamento, desde que tenha origem na classe burguesa ou então que não venha a contrariar a grande elite brasileira”. Se fosse desta forma escrita talvez ficasse mais fácil o povo engolir essa mentira. Pois na teoria o texto é bonito, garante muitos benefícios aos brasileiros, mas na prática nossos queridos policiais e os excelentíssimos governantes não deixam o povo expressar seu pensamento. Entretanto, o que mais nos deixa indignados é o fato de pessoas de origem mais humilde não terem acesso a esse conhecimento, é como a bíblia foi no passado, não é qualquer um que deve ler. Se grande parte da população pobre brasileira tivesse acesso aos textos da Constituição, talvez esse quadro fosse diferente. Mas é claro que os burgueses não querem que os brasileiros tenham muita informação sobre seus direitos, pois isso causaria a “desordem” que eles tanto combatem e talvez até os tirasse do poder, pois quando a população acordar e perceber que seus direitos básicos, previstos em lei, não são respeitados, garanto que muita coisa mudará em nosso país.

Voltando a discussão sobre a repressão da Marcha da Maconha, o artifício que o Poder Público usa para combater a manifestação é o velho discurso: “estão fazendo apologia às drogas”. Será que realmente fazem apologia? As pessoas que participam da passeata não dizem que usar maconha é bom ou algo parecido, apenas expressam um desejo, que é a descriminalização e a legalização do narcótico. Se fossemos falar em apologia, logo podemos chegar à conclusão de que a Polícia faz apologia à violência, alguns políticos brasileiros fazem apologia à corrupção e as emissoras de TV fazem apologia ao uso de bebidas alcoólicas, mais especificamente a cerveja, e ao uso de cigarro (qual o motivo de ter um fumante em uma novela?). O problema é que não há ninguém para reprimir a apologia que eles fazem, já em relação às manifestações populares, muitos setores da sociedade contribuem para que a voz do povo se cale.

Para finalizar, queremos deixar claro, não estamos querendo dizer que a maconha deve ou não ser legalizada ou se faz bem ou mal. O fato que é importante ser destacado no momento é a falta de liberdade de expressão que existe em nosso país, principalmente pelo motivo de que alguns direito básicos, previstos em lei, não são respeitados pelas autoridades do país. Aonde está a democracia que os burgueses tanto falam? Por acaso é uma democracia exclusiva? Algo restrito a uma minoria que domina e manipula o Brasil? Essa é uma questão de se pensar e de ser mudada o mais rápido possível, antes que voltemos a um período em que não haverá realmente nenhuma liberdade de expressão

Felipe Ferraz

Ditadura Militar: Anos de vergonha para o Brasil

O Brasil viveu, no período entre 1964-1985, uma época de sofrimento, ausência total de liberdade de expressão e muita falta de informação. O Regime Militar deixou a população brasileira sem voz para reivindicar melhores condições de vida e tirou do povo o direito de ter acesso à cultura nacional.

Tudo começou quando o presidente João Goulart (Jango) foi deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964. O motivo que alegaram foi o fato de as reformas que Jango implantaria no país fossem consideradas de esquerda, um dos exemplos foi a Reforma Agrária. E para se proteger deste “perigo”, os militares, apoiados por parte da classe conservadora da sociedade, aplicaram um golpe militar. Uma importante instituição que foi a favor do golpe foi a Igreja Católica, porém após algumas autoridades da igreja serem torturadas, retiraram seu favorecimento ao regime. A partir desde período a presidência do Brasil foi sendo composta, até o ano de 1985, por militares, que utilizaram os Atos Institucionais para colocar em extinção o pluripartidarismo, calar a voz dos brasileiros, dentre outros fatos.

Os artistas que manifestaram sua revolta contra a ditadura foram duramente censurados, Geraldo Vandré e Chico Buarque são grandes exemplos da falta de respeito que havia contra a cultura nacional.

Para tentar combater o regime, parte da sociedade se uniu em heroicos grupos de esquerda com o intuito de derrubar a ditadura através de manifestações populares e alguns acreditavam que a única saída seria a luta armada, devido à rígida repressão que havia na época. Por parte dos governantes, existia uma política extremamente anticomunista e os militantes que eram pegos, sofriam severas torturas. Esta tática era utilizada para chegar até os líderes revolucionários, bem como para intimidar qualquer atividade considerada subversiva.

Tudo isso aconteceu devido à posição ideológica medíocre que o Brasil viveu no período da Guerra Fria. Recebendo o apoio dos Estados Unidos, parte da sociedade brasileira apoiou o Golpe de 64 acreditando na desculpa totalmente infantil que havia na época, que era o combate ao “Perigo Comunista”. Porém, parte da historiografia comprova que a direita criou este perigo para instalar um governo extremamente autoritário no país.

Felipe Ferraz

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Zeitgeist

Zeitgeist - Um documentário da Era Virtual

Zeitgeist é um termo do Alemão que significa literalmente "espírito do tempo", mas em uma tradução livre, aculturada para o portugues brasileiro pode significar "espírito de uma época". É um documentário típico dos que se encontra em abundância na internet, interessantemente produzido, com temáticas chamativas e conteúdo duvidoso.
São na realidade três documentários editados em um, seus temas são Religião, Política e Sociedade, posto por considerar interessante e pertinente o clima de discussão que ele pode gerar, entratanto considere seu conteúdo cientificamente questionável. De qualquer forma, é útil à Comunidade Acadêmica ainda que seja pela sua capacidade de incitar o debate, tão raro na "sociedade totalizante" que nosso digníssimo Fouchault tanto critíca.

Neste link pode-se assistir o video na integra (em torno de 2 horas):
http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906#

Para um estudo mais aprofundado, aconselho começar pelo artigo nacional sobre o documentário na própria wikipedia, embora esta não possua em si uma credibilidade sustentável, indica obras interessantes sobre a matéria.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeitgeist,_o_Filme

Silvio Victor L. Campos






Uma jornada principia.

Hoje damos início a uma caminhada.


A turma de História de 2010/1 da Unemat de Cáceres, constitui este espaço para publicação de toda sorte de artigos e matérias de interesse historiográfico e cultural que considerar pertinente, eu, tenho orgulho de ser o primeiro a postar e dar assim início as atividades deste espaço que, esperamos, seja um ponto de encontro de acadêmicos e qualquer interessado nos temas.


Silvio Victor L. Campos