sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Anos 60/70 – O início do barulho agradável

Na década de 60 o Rock caminhava tranquilamente com The Rolling Stones, The Beatles, Animals e as diversas bandas de Rhythm & Blues que existiam na época, principalmente no território dos ingleses. Mas por volta de 1967 começava a surgir um novo jeito de se fazer Rock. Guitarras pesadas e um som agressivo eram as características principais desse furacão que estava chegando para ficar. Bandas como The Jimi Hendrix Experience, Jeff Beck Group e Blue Cheer apareceram com algo novo em suas musicas, algo que não era comum se escutar no som de bandas da época. Começava ai o que viria a ser chamado de Heavy Metal e Hard Rock. E não devemos deixar de citar também dois pesos pesados do território norte-americano que vieram pouco depois dessas bandas: o Bang e Sir Lord Baltimore.

Ao escutarmos músicas como Sun cycle, Just a little bit, Gypsy ball e a versão de Summertime Blues (Blue Cheer). E Foxey lady, Manic Depression (que foi regravada anos depois pelo guitarrista Yngwie Malmsteen) e Fire de The Jimi Hendrix Experience, percebemos a característica que passou a ser obrigatória para quem quisesse entrar na escola do Heavy Rock: o peso dos riffs de guitarra.

E para dar continuidade a esse maravilhoso projeto entra em cena um tal de Led Zeppelin, que se originou dos Yardbirds. No seu álbum de estreia em 1969, que é homônimo, a banda trouxe músicas para contribuir com o movimento que estava surgindo, como Good times bad times e Communication Breakdown.

Antes de continuarmos vale lembrar que em 1968 foi composta Born to be wild do Steppenwolf, e nela aparecia pela primeira vez em uma música o termo "Heavy Metal".

Mas o que o Steppenwolf e esse Heavy Metal tem a ver com o que estamos comentando? Simples! No final da década de 60 quatro jovens da cidade de Birmingham na Inglaterra resolveram se juntar, dois deles (Tony Iommi e Bill Ward) haviam tocado no Mythology em 1968. No ano seguinte Iommi e Ward juntos com Ozzy e Geezer Butler formaram nada mais nada menos que o Black Sabbath, e em 1970 saiu seu álbum de estréia intitulado com o nome da banda. Estava pronto e disponível para o mundo o Heavy Metal, gênero que afirmou ainda mais sua força com a New Wave of British Heavy Metal, movimento da década de 80 que consolidou de vez o poder deste novo gênero musical.

Apesar de muitos questionarem se Black Sabbath é Hard Rock ou Heavy Metal, o fato é que eles criaram algo de novo na música. E se criaram o Heavy Metal ou outra coisa, isso não importa, o importante é que com sua música sombria e pesada influenciaram várias bandas de Rock pesado que surgiram posteriormente, inclusive o estilo conhecido depois como Doom Metal.

Pronto! O barulho já estava feito, o barulho que agradou a muitos jovens da época e que continua contemplando jovens e velhos atualmente. Agora esperamos que esse som permaneça por um longo tempo e que não seja corrompido pela mídia e pela atual indústria da música, que está cada vez mais atrás de dinheiro ao invés de verdadeiros talentos musicais.

Felipe Ferraz

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sobre a Vida

Eu argumento que, sim, nossas criações sociais têm vontades próprias, mas estão delimitadas pela vontade do homem; assim como a vontade do homem está delimitada pela vontade da natureza essa que, por sua vez, se encontra delimitada pela vontade do cosmo que, logicamente, é tudo aquilo que engloba o meio. E esse meio está delimitado pelo intangível, aquilo que se encontra em exterior ao meio. O meio é o campo das manifestações que são possíveis antes do inicio. No caso do ser humano, surgiu em manifestação dentro das possibilidades que existia na não-existência. Surge assim a vida; e quanta diversidade há na vida. As cadeiras são vida, as rochas são vidas, a escova é vida, a água é vida e todo elemento cosmológico está essencialmente vivendo no meio. Mas é nos “seres animados” que se encontra o mais forte poder que a vontade da vida pode manifestar, e interferir, no meio.

Ora essa, há; “gozar” a vida é garantia de felicidade. Esperar da vida é jogar sua vontade na roda da fortuna, roda essa girada pelo que há de exterior ao homem, claro que digo da natureza, tanto da natureza virgem quanto a natureza modificada pela humanidade. Usar da vontade é usar a vida como instrumento de poder, as criações humanas também fazem parte do meio (existencial) e interferem em tal. O homem por sua vez está entre os poucos elementos do meio que possui vontades conscientes, formuladas por um processo de significações simbólicas, criando determinismos que outros elementos do meio não conseguem competir. O que tem mais poder? A vontade consciente do homem ou a vontade instintiva do cachorro? A resposta é extremamente visível.

Não é raro que os otimistas conseguem trazer para a existência manifestações que até então se encontravam apenas em seus desejos. Os otimistas valorizam a vida e esta deve ser valorizada para que se possa ter algum retorno de sua parte; a vida é obra do intangível e, ressaltando novamente, manifestação de sua vontade. O homem fica em um complexo materializado à mercê de sua própria vontade. Alcançar as metas que traçamos é simplesmente resultado do nosso desejo de poder; e é razoável admitir que esse desejo de poder sejas só beneficiário ao homem se esse tiver essencialmente um desejo de viver concomitantemente envolvido; assim podemos visualizar o que pode existir de desejos na vontade humana.

Quando digo “Seres Animados” me refiro à singular e surpreendente força de vida que existe no reino animal.

Harry

Triste realidade da música brasileira nos dias atuais

A indústria musical hoje no Brasil busca novidades que agradam ao ouvido da população e da mídia em geral. Mas o que leva a uma grave preocupação é que a boa música de algumas décadas atrás foi praticamente esquecida pelas gravadoras e trocada por produções de baixa qualidade musical, que facilmente agrada os ouvintes atualmente.

Composições vazias e sem conteúdo relevante é o que gera lucro para os empresários da música, logo o espaço que poderia ser divulgado novos talentos e relembrado grandes clássicos são exclusivos de artistas com qualidade musical totalmente limitada. Isso sem levar em consideração também o fato de que, músicos que possuem obras superiores tecnicamente, ou em qualquer outra questão, ficam sem espaço na grande mídia. Estes acabam restritos aos fãs mais fieis e a alguns ouvintes que buscam obras bem produzidas, os quais são, obviamente, mais sensatos que os adoradores do baixo nível.

Se for preciso citar alguns gêneros que entopem as rádios e emissoras de TV com lixos industriais, com certeza o faremos. Qualquer pessoa que consiga compreender algo totalmente básico em uma obra artística e não a aprecie apenas superficialmente, logo perceberá que o Funk brasileiro, o chamado Sertanejo Universitário, entre outros, espalham músicas sem nenhum conteúdo relevante. Porém o que acontece? A grande massa gera lucro para estilos como estes, deixando grandes composições de MPB e do velho Rock Nacional, principalmente da década de 70 e 80, cada vez mais esquecidos e menos valorizados.


Artistas que produzem “enlatados”, ou seja, obras que já vêm prontas e são fáceis de engolir, ganham inúmeros prêmios, como de melhor banda, melhor música, melhor cantor etc. E os dinossauros da música brasileira estão sendo fortemente abandonados por grande parte do público e pela mídia.

É necessário ressaltar também que o capitalismo além de matar muitas pessoas, está matando e quer enterrar, sem piedade, a boa música. Esta afirmação existe baseada principalmente em uma concepção, um dos fatores primordiais deste sistema, o dinheiro. Atualmente as gravadoras se preocupam essencialmente com o lucro, ao invés da qualidade das obras. Esta triste realidade acaba fazendo com que os artistas fiquem sem opções de escolha, em outras palavras, ou você aceita que o mais importante na música hoje é o lucro, ou contente-se com a cena underground.


Uma importante banda brasileira da década de 80, a Plebe Rude, já alertou o público sobre este perigo, na música Minha Renda, lançada no primeiro álbum da banda, O Concreto já Rachou, em 1985.

Composição: Philippe Seabra

Minha renda

Você me prometeu um apartamento em Ipanema
Iate
em Botafogo, se eu entrasse no esquema
contrato milionário, grana, fama e mulheres
a música não importa, o importante é a renda!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Tenho que fazer sucesso antes que seja tarde
Eles acham que eu vendo, eu tenho uma boa imagem
o meu produtor, ele gosta de mim
grana vale mais que a minha dignidade
Tocar no Chacrinha ou na televisão
tudo isso ajuda pra minha divulgação
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!
Você me comprou, pôs meu talento a venda
você me ensinou que o importante é a renda
contrato milionário, grana, fama e mulheres
a música não importa, o importante é a renda!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Ele trocam minhas letras, mudam a harmonia
no compacto esta escrito que a música é minha
ja sei o que vou fazer pra ganhar muita grana
vou mudar meu nome para Herbert Vianna
Estar no Chacrinha ou na televisão
tudo isso ajuda pra minha divulgação
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!
Grana, fama e você!
Um lá menor aqui, um coralzinho de fundo (fundo!)
minha letra é muito forte? Se quiser eu a mudo
e tem que ter refrão (sim!) um refrão repetido (repetido!)
pra música vender, tem que ser acessível!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Não sei o que fazer, grana tá difícil
tenho que me formar e nem escolhi um ofício
Você é músico, não é revolucionário!
Faça o que eu te digo que te faço milionário!
Estar no Chacrinha ou na televisão (a minha renda)
tudo isso ajuda pra minha divulgação (a minha renda)
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!

A minha renda!

Felipe Ferraz

O inimigo mora ao lado

Os Estados Unidos não desistem de sua política imperialista. Com a velha desculpa de combater o narcotráfico instalaram bases militares na Colômbia, deixando as relações entre a Venezuela e o país do então presidente Álvaro Uribe cada vez mais tensas. A prova disso é que Hugo Chavez congelou suas relações diplomáticas com a Colômbia na época do início do acontecimento.

A grande mídia brasileira divulga este fato como algo necessário, escondendo da população que os imperialistas querem apenas controlar a região e que estão com pontos estratégicos para monitorar zonas de petróleo, especialmente da Venezuela. E quando Hugo Chavez e Fidel Castro tentam alertar o povo contra os americanos, são chamados de ditadores e que desejam guerra. Mas na verdade as bases militares fizeram com que Chavez se defendesse, gastando em armamentos enquanto poderia investir ainda mais em educação e saúde em seu país. Esta é apenas uma das demonstrações de que os EUA impedem o desenvolvimento de países mais pobres. Até mesmo o presidente Lula não estava contente com este fato quando se iniciou.

Não podemos esquecer também quando a revolução cubana se tornou vitoriosa em 1959. Naquele calor da Guerra Fria o primo rico da América logo passou a visar as reformas implantadas por Fidel. Foi falado em reforma agrária, estatizações e o Estado cubano foi declarado marxista-leninista por volta de 1961 e, é claro, desagradava a conservadora Doutrina de Segurança Nacional. Houve, então, tentativas de invasão por parte dos americanos, mas Cuba resistiu. Não conseguindo derrubar o novo Estado aliado da União Soviética os EUA cortaram os laços diplomáticos com Cuba. Esta atitude medíocre prova também que desde este período nossos vizinhos ricos têm um motivo para “cuidar” do restante do mundo, “combater o terrorismo”, etc., ou seja, os motivos são simplesmente derrubar qualquer possível inimigo que venha por em risco a ordem do sistema capitalista.

O mundo está cansado de conflitos. Os americanos poderiam deixar de ser tão gananciosos, com tanta riqueza que já possuem, ainda querem mais, querem petróleo e também controlar outras regiões apenas para garantir seus interesses. Se quisessem realmente combater o narcotráfico, que é o que justificam na Colômbia, por exemplo, deveriam começar pelo Afeganistão, país por eles ocupado e grande exportador de heroína. Isso nos prova, portanto, que todos nós, assim como os países da América Latina, devemos ficar atentos para o inimigo maior que existe aqui tão próximo de nós e não simplesmente acreditar que são os “terroristas” do Oriente Médio que são os verdadeiros inimigos, pois isso não passa de estratégia ideológica para que os EUA garantam sua dominação sobre outros países.

Felipe Ferraz