quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O inimigo mora ao lado

Os Estados Unidos não desistem de sua política imperialista. Com a velha desculpa de combater o narcotráfico instalaram bases militares na Colômbia, deixando as relações entre a Venezuela e o país do então presidente Álvaro Uribe cada vez mais tensas. A prova disso é que Hugo Chavez congelou suas relações diplomáticas com a Colômbia na época do início do acontecimento.

A grande mídia brasileira divulga este fato como algo necessário, escondendo da população que os imperialistas querem apenas controlar a região e que estão com pontos estratégicos para monitorar zonas de petróleo, especialmente da Venezuela. E quando Hugo Chavez e Fidel Castro tentam alertar o povo contra os americanos, são chamados de ditadores e que desejam guerra. Mas na verdade as bases militares fizeram com que Chavez se defendesse, gastando em armamentos enquanto poderia investir ainda mais em educação e saúde em seu país. Esta é apenas uma das demonstrações de que os EUA impedem o desenvolvimento de países mais pobres. Até mesmo o presidente Lula não estava contente com este fato quando se iniciou.

Não podemos esquecer também quando a revolução cubana se tornou vitoriosa em 1959. Naquele calor da Guerra Fria o primo rico da América logo passou a visar as reformas implantadas por Fidel. Foi falado em reforma agrária, estatizações e o Estado cubano foi declarado marxista-leninista por volta de 1961 e, é claro, desagradava a conservadora Doutrina de Segurança Nacional. Houve, então, tentativas de invasão por parte dos americanos, mas Cuba resistiu. Não conseguindo derrubar o novo Estado aliado da União Soviética os EUA cortaram os laços diplomáticos com Cuba. Esta atitude medíocre prova também que desde este período nossos vizinhos ricos têm um motivo para “cuidar” do restante do mundo, “combater o terrorismo”, etc., ou seja, os motivos são simplesmente derrubar qualquer possível inimigo que venha por em risco a ordem do sistema capitalista.

O mundo está cansado de conflitos. Os americanos poderiam deixar de ser tão gananciosos, com tanta riqueza que já possuem, ainda querem mais, querem petróleo e também controlar outras regiões apenas para garantir seus interesses. Se quisessem realmente combater o narcotráfico, que é o que justificam na Colômbia, por exemplo, deveriam começar pelo Afeganistão, país por eles ocupado e grande exportador de heroína. Isso nos prova, portanto, que todos nós, assim como os países da América Latina, devemos ficar atentos para o inimigo maior que existe aqui tão próximo de nós e não simplesmente acreditar que são os “terroristas” do Oriente Médio que são os verdadeiros inimigos, pois isso não passa de estratégia ideológica para que os EUA garantam sua dominação sobre outros países.

Felipe Ferraz

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